sábado, 30 de março de 2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Minaretes

Minaretes

Os Suiços proibiram a construção de minaretes em solo helvético e armaram uma grande bronca. Todos os países muçulmanos que até agora permitiam que os ocidentais construíssem igrejas e mosteiros, que autorizavam os mesmos ocidentais a beberem álcool e as respectivas mulheres a andarem com as tetas à espreita por cima dos decotes, já anunciaram que iam proibir isso tudo em solo muçulmano.

Por um punhado de Robalos

4 meses de escutas, 52 cassetes para no final termos nas redes um cesto de robalos.
As escutas que foram alvo os Srs Vara e Sócrates com certeza que versavam sobre como amanhar os ditos. E se o senhor presidente do supremo entendeu ordenar a destruição das conversas, foi com certeza porque não ouviu nada que o alarmasse. Pode-se presumir que as quantidades de alho e louro, vinho branco, pimenta e sal preconizadas por um, por outro ou mesmo pelos dois escutados, para preparar os serranídeos estavam conformes com as directivas do ministério da saúde e da ASAE.

Tudo isto daria para rir, não fosse o Sr. Juiz ter imposto uma caução de 25 000 € ao presenteado. Dai a pensar que os robalos não tenham sido pescados na ria de Aveiro, tão pouco nalguma sucata do presenteador, vai um passo. Talvez a Nelinha nos possa elucidar, já que o Sr. Pinto Monteiro de cozinha pouco percebe, e que a Maria de Lurdes Modesto, embora tendo conservado todas as faculdades gustativas e olfativas, já não tem o ouvido que tinha para escutar tanta cassete.

domingo, 1 de novembro de 2009

A virgindade das putas

Volta e meia, saltam para a ribalta nomes de personalidades publicas suspeitos de estarem envolvidos em crimes de corrupção, enriquecimento ilícito, trafico de influências e sabe-se lá o que mais. Quase sempre, um empresário malha com os costados na grelha por causa destas noticias, embora quase sempre também com razões de sobra para isso.

O Partido Socialista gasta em duas eleições para cima de dez milhões de euros, sendo que os seus sócios contribuíram com menos de um milhão. O restante, são donativos e contribuições de dezenas e centenas de milhares de euros de gente caridosa. Presumo que para os restantes partidos a situação seja idêntica.

Suspeito que se eu me atrever a pedir um euro a um desses benfeitores, o mais certo é ser detido pela policia; para essa gente, dar um euro que seja a mendigos é deitar dinheiro fora, e não se pode enriquecer a deitar dinheiro fora. Para ganhar dinheiro, qualquer empresario bem sucedido sabe, é necessário, mais do que trabalhar, saber investir. Investe-se cinco para ir buscar dez, vinte ou cem vezes mais.

Acho curioso que a gente que ocupa lugares de destaque - presidentes, ministros, e afins - acredite que ganha eleições com ajudas desinteressadas.

Mas também há quem pretenda que se pode ser puta e virgem, é uma questão de apreciação, tudo depende porque é que se f...

Expressões

Calma, que a procissão ainda vai no adro.

Dois a zero. Paciência, que o Braga também tem que vir a Lisboa e de seis não se safa, que (este) Jesus não oferece a outra face.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fim do primeiro acto

A campanha n° 1 chega ao fim, mais uma vez com muito folclore e pouco ou nada mais. A parte uns episódios de espionagem, coisa que a dupla Patinhas&Ventoinha teria resolvido num quarto de hora, vimos o aparecimento de mais um verbo - esmiuçar - provavelmente irão esmiuçar os bolsos do pessoal durante os próximos anos, e ainda o aparecimento de uma nova disciplina desportiva - a arruada com muita gente, antes deveria haver arruadas com pouca ou mesmo sem nenhuma.

Também se falou muito de asfixia, parece que muitos portugueses estarão com falta de ar, entre outras coisas.

Enfim, domingo que ganhe o menos mau, bom é capaz de não haver nenhum.

domingo, 13 de setembro de 2009

Tomates



Há quem não os tenha...e quem tenha para dar e vender.

sábado, 12 de setembro de 2009

Esculturas naturais



Nas serras de Castro Laboreiro

A fêmea do macho



Bacalha, petisco único, pescada no rio mouro?

Exposição de retratos

Visitei Portugal na melhor altura, embora sem o saber, pois decorre neste momento uma exposição nacional de retratos. Em cada aldeia, vila e cidade do pais, são centenas de obras fotográficas, expostas nas rotundas, avenidas, praças e mesmo no meio dos campos. Encontra-se de tudo, de mocinhos imberbes à terceira idade, de gorduchos e bem tratados a magricelas elegantes. Alguns retratos só estão expostos num local, outros repetem-se pelo pais fora. Curioso, não se encontra o nome dos fotógrafos, será que o concurso é para adivinhar quem é o autor?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Votar sim, mas no pipi mais pequeno

Com a aproximação da campanha eleitoral, as conversas deixam de se centrar exclusivamente no futebol, dando lugar em boa parte ao circo político. Em recente conversa com o Vírgulas de Rubiães , como não poderia deixar de ser, falou-se de política, deveres e direitos do cidadão eleitor. Ao direito de comer sardinhadas e emborcar umas tigelas de Alvarinho de Friestas, de ouvir o Quim Barreiros e a Ágata à borla, das excursões em camioneta para os grandes palcos do circo político, está implicado o dever de votar. Diz o Vírgulas, e bem, um só dever para muitos direitos, não nos podemos queixar. Põe-se apenas o problema de votar em quem. Todos os políticos perseguem um único objectivo - dizia-me o meu amigo - apanharem o voto do cidadão, que se traduz em poder e regalias para quatro anos - por uma vez estou bastante de acordo com ele.
Dizia-me ainda, os programas eleitorais são complicados de decifrar, 80% são mentiras pegadas, os restantes 20% contém termos técnicos complicadíssimos - basta ver os debates na TV, onde são debitados e debatidos crescimento económico, PIB, divida publica, sustentabilidade do SNS, um gajo vê-se lixado para perceber qualquer coisa.
O dilema do Vírgulas, não é de votar, mas votar em quem. O Vírgulas, eu, muitos eus e Vírgulas estamos de acordo que a maior parte dos políticos está-se borrifando para os interesses do cidadão. A escolha do candidato que nos representará é deveras difícil. Sobretudo que os caciques dos partidos espetam Lisboetas em Bragança, Alentejanos no Minho, Minhotos em Faro e por aí além.
Mas o Vírgulas encontrou uma solução. Votar no candidato que tem o pipi mais pequerrucho. Já que no fim acabamos sempre por ser fod..., ao menos que seja por alguém que o tenha pequerrucho, a enterradela doerá menos.
Imaginem como a campanha seria divertida, para não dizer picante, um debate na RTP com os principais candidatos, animado pelo José Alberto Carvalho - a tirar medidas - e pela Judite de Sousa a aquecer o termómetro. A verdade viria ao de cima, crua e nua e poderíamos votar com a consciência tranquila, com a certeza de escolhemos o melhor candidato, a integridade, imparcialidade e profissionalismo do José António Carvalho está acima de qualquer suspeita, os candidatos não poderiam por em causa um milímetro que fosse do tamanho anunciado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Fotos de sexo



Publicadas sem a devida autorização dos autores

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Saindo da recessão

Hoje foi um dia em que ganhei muito dinheiro, como diz o José Sócrates pode ser o principio do fim da crise . Precisando de refazer o guarda roupa - camisas, gravatas, meia dúzia de pares de miotes e três ou quatro pares de ceroulas, fui deambular pelo centro da cidade. Após meia hora de «window-shopping», passei em frente ao Palace, por volta das onze. Como as compras durariam entre hora e hora e meia, quando acabasse estaria na hora de almoçar. Dei uma olhadela ao cardápio, menu «businness» a 60 €, uma taça de champagne em aperitivo a 15€, café e cognac, a factura rondaria os 100 €. Entrei para reservar uma mesa, viria por volta das 12h30 - 12h45.

Continuando a caminhada, decidi-me a entrar numa das luxuosas lojas da rua comercial mais chique cá do burgo. Logo abordado por uma vendedora, expliquei o que necessitava. Experimentei uma camisa Pierre Cardin, que me assentou como uma luva - a 150 € também não seria de esperar outra coisa. Ficou assente que o número e modelo me convinham, bastava escolher as cores. Uma azul, uma às riscas, outra em tons esverdeados, outra aos quadrados, com as respectivas gravatas e miotes a condizer. As ceroulas, Gucci, 80 €, em três coloridos diferentes, foram de escolha rápida. A vendedora ainda me chamou a atenção para um fato em promoção, uma autêntica pechincha. Feitas as contas, 4 camisas a 150€, 3 gravatas a 60 €, 4 pares de miotes a 20 €, mais o fato a 750 €, assim por alto, 1800 €. Pedi que me pusessem tudo de lado, ia almoçar ao Palace e no regresso decidiria se levava o fato ou não.

Dirigindo-me em direcção ao Palace, disse-me a mim mesmo - porque não ganhar umas centenas de euros sem fazer nada? Sobretudo que nestes tempos de crise nada é demais. Passei em frente ao Palace, mas não entrei. Em vez disso, fui comer à tasca do Donald, um pouco mais adiante, um prego americano e uma tijela de Alvarinho de Friestas pour 5 €, o equivalente à gorjeta que teria de deixar no Palace. Feitas as contas, comi de borla e ganhei 100 €. Também não voltei à loja. Uma vez que em breve penso ir Portugal, passo na feira de Cerveira e pour 250 ou 300 € compro o fato, as camisas, as gravatas os miotes e as ceroulas, e a coisa bem trabalhada, ainda me oferecem dois panos de cozinha e um mata moscas. 1800 € menos 300€, 1500 € ganhos, limpos de impostos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A praia, o parque e o ifi

Este ano o senhor Gregório passa a maior do tempo na tenda do parque de campismo, vai de manhãzinha à praia molhar os pés, logo depois de regressar do mercado, depois não abandona mais o parque. Nos anos anteriores, passava a tarde na praia, debaixo do chapéu, ora apanhando frio e cacimba - é raro na Praia de St. Cruz estar bom tempo - ora apanhando com a areia nas ventas. O esforço e sacrifício eram magramente compensados, com o aguçar do olho sobre as nádegas e tetas das morenaças que passavam. De ano para ano - já lá vão trinta anos que o Gregório passa um mês de ferias no mesmo parque de campismo - ia mantendo em dia uma contabilidade sui generis - os centímetros de tecido cobrindo as partes diminuíam a olho nu. Da cueca cobrindo todo o rabo e boa parte das coxas de há trinta anos atrás até ao fio enfiado no cu e os dois centímetros quadrados de tecido na parte da frente de hoje, que evolução!
Mas este ano, o Gregório mandou a contabilidade às ortigas, já não precisa de apanhar com o frio e areia nas ventas para aguçar o apetite e isso graças ao plano tecnológico do Engenheiro (mesmo que não o seja, como pretendem alguns invejosos). Uma tarde, o Gregório apanhou o neto na tenda embicado com o Magalhães, exercitando a mão direita, aquecido pelo que via no écran. Após negociações - chantagem, diria o neto, este consentiu em alugar o Magalhães ao avo durante as tardes e a mostrar-lhe como aceder ao ifi do parque a troco de uns cêntimos para uma imperial e umas caracoletas no bar da praia.
Recostado no cadeirão, no interior do avançado, retirado de olhares indiscretos, o Gregorio passou a surfar, não nas agitadas vagas do Atlântico, mas nas quentes vagas do portnotube.
A D. Deolinda, essa passou o mês a tranquilizar amigos e conhecidos - não, O Gregório não está doente, vem todos os dias de manhãzinha à praia, mas à tarde aproveitando a bondade do neto, que lhe empresta o Magalhães, dedica-se à aprendizagem da polgamação. E faz-lhe muito bem exercitar o cérebro, dizia a D. Deolinda, parece que está mais novo 20 anos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Historias de emigração

Com a chegada do mês de Agosto, chega a grande vaga dos emigrantes a Portugal, animando as desertificadas aldeias e vilas do interior. Emigrantes desejados e queridos pelo carcanhol que deixam nas suas terras, detestados por pavonearem o seu sucesso, ou fruto dos seus sacrifícios com carros de alta cilindrada, manias de superioridade e sobretudo por resmungarem em francês em tudo quanto é sitio.
Cada emigrante tem a sua historia e as suas recordações, e como tal eu também tenho a minha. Emigrei muito novo, com 13 anos rumei do meu Minho natal para o Norte do Norte de África, seguindo as pisadas de muitos familiares e conterrâneos.
Da minha primeira viagem, de comboio, acompanhado pelos meus avós, recordações inesquecíveis; a saída às 5h30 de Monção, vantagem de embarcar na primeira estação, um lugar sentado assegurado, pelo menos até ao Porto. Primeiro passatempo, contar as estações e apeadeiros até Viana do Castelo. De Viana até ao Porto, invadido pelo cansaço e sonolência, fruto de uma noite em branco devido à excitação da viagem, ia dormitando por intermitência, acordando com o barulho dos travões e solavancos da carruagem à chegada de cada estação. Pelas 10h, mudança de comboio em Campanhã, deixando a linha do Minho e embarcando na linha do Norte.

A chegada a Alfarelos, marcou a segunda etapa da viagem. Hora e meia de espera pelo comboio da Linha do Oeste, que ligava a Figueira a Lisboa, com paragem no destino final, Torres Vedras, pelas 8h30 da tarde. Em Alfarelos, altura de atacar o farnel, pasteis de bacalhau e coelho guisado, tudo regado com dois copos de Alvarinho de Friestas, morninho quanto baste. Um dos momentos altos em Alfarelos, foi a ida à retrete; a 20 metros da porta, o fedor intenso dissuadia o mais corajoso a aventurar-se mais longe, mas a aflição obrigou-me a fazer das tripas coração e entrar. Merda por todo o lado, moscas a zumbir, os pasteis de bacalhau e a perna de coelho às voltas no estômago.
Ainda só estava a meio da viagem, e que saudades já tinha da minha aldeia, onde uma pessoa se podia aliviar debaixo das latadas ou atrás de um carvalho, respirando o ar puro e perfumado do Verde Minho.

De Alfarelos até Torres Vedras, começou a aprendizagem do novo mundo, da nova língua. Expressões e nomes nunca ouvidos, a descoberta da letra V - em vez do bamos, do biba o vamos, o viva. Alguém ao lado dizia que lhe apetecia uma bica, ao que o colega retorquía que com o calor que estava sabia melhor uma imperial, estava eu longe de adivinhar que se tratava de um simples café ou de um fino. Uma das coisas que me chamou a atenção, foi a diferença dos bigodes das senhoras. A partir do Porto as senhoras que iam entrando tinham bigodes mais pequenos e claros, contrastando com os das senhoras da minha terra, mais pretos e compridos. Como característica comum, de Monção até Torres Vedras, o cheiro a suor e mijo. Esse, mais ou menos intenso, encontrou-se presente todo ao longo da viagem, atravessando as linhas do Minho, do Norte e do Oeste, verdadeiro elo de ligação entre povos e culturas - descendentes de Celtas como eu e dos Moçarabes de além Mondego.

domingo, 2 de agosto de 2009

Um Mil Mi-26

O maior e mais potente helicóptero do mundo, estacionado em Lausanne

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Curiosidades



Numa recente incursão na Eslovénia....

Allez Benficá (ai Jesus)

Após prolongada convalescença, e enquanto conseguir escapar às pandemias anunciadas, eis-me de volta à blogosfera (como isto soa chique).
Talvez deva explicar que a ausência, e porque mencionei convalescença, se deveu a profunda depressão. Não, não teve nada a ver com a crise financeira, subprimes, activos tóxicos ou recessão. A vantagem dos pelintras como eu - até ao dia 10 botamos figura, depois temos 20 dias para recuperar das toxinas - é que conseguimos sempre passar imunes a essas oscilações brutais de fortuna, situações terríveis como a dos Belmiros, Américos e Berardos, que diariamente se deitam com um activo de mil e muitos milhões, a meio da noite já só tem 600 ou 700 milhões, à hora do café lá conseguem recuperar mais uns cobres, para os voltar a perder no fim da tarde. Se eu estivesse numa situação dessas, balouçando sem parar entre riquíssimo e muito rico, penso que nunca mais recuperaria, para escrever duas linhas teria que as encomendar a algum assessor de comunicação.
Não, a depressão deveu-se ao meu caro Benfica. Relegado para um reles 3° lugar, mais uma vez humilhado por clubecos de bairro, ainda por cima mandou embora o Quique, gajo porreiro, bonito de se ver na TV, sobretudo agora que começava a arranhar o português, a coisa prometia para a nova época.
Enfim, nova época, nova vida, guardemos a fé, este ano vamos ganhar, sobretudo que com uma equipa completa que não fala português, os jogadores em campo vão-se deixar de conversa fiada para fazer o deve ser feito - calar de vez o Pinto da Costa e cortar o pio ao Paulo Bento.
Allez Benficá.