quinta-feira, 30 de julho de 2009

Curiosidades



Numa recente incursão na Eslovénia....

Allez Benficá (ai Jesus)

Após prolongada convalescença, e enquanto conseguir escapar às pandemias anunciadas, eis-me de volta à blogosfera (como isto soa chique).
Talvez deva explicar que a ausência, e porque mencionei convalescença, se deveu a profunda depressão. Não, não teve nada a ver com a crise financeira, subprimes, activos tóxicos ou recessão. A vantagem dos pelintras como eu - até ao dia 10 botamos figura, depois temos 20 dias para recuperar das toxinas - é que conseguimos sempre passar imunes a essas oscilações brutais de fortuna, situações terríveis como a dos Belmiros, Américos e Berardos, que diariamente se deitam com um activo de mil e muitos milhões, a meio da noite já só tem 600 ou 700 milhões, à hora do café lá conseguem recuperar mais uns cobres, para os voltar a perder no fim da tarde. Se eu estivesse numa situação dessas, balouçando sem parar entre riquíssimo e muito rico, penso que nunca mais recuperaria, para escrever duas linhas teria que as encomendar a algum assessor de comunicação.
Não, a depressão deveu-se ao meu caro Benfica. Relegado para um reles 3° lugar, mais uma vez humilhado por clubecos de bairro, ainda por cima mandou embora o Quique, gajo porreiro, bonito de se ver na TV, sobretudo agora que começava a arranhar o português, a coisa prometia para a nova época.
Enfim, nova época, nova vida, guardemos a fé, este ano vamos ganhar, sobretudo que com uma equipa completa que não fala português, os jogadores em campo vão-se deixar de conversa fiada para fazer o deve ser feito - calar de vez o Pinto da Costa e cortar o pio ao Paulo Bento.
Allez Benficá.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Dia de ir à merda

Da quadra pascal guardo muitos "souvenirs", por exemplo, a cóboiada do confesso, onde no acto mesmo se pecava, ao inventar pecados que o padre gostava de ouvir - por exemplo confessar como pecado consumido o fantasma de apalpar as mamas da Gloria ou as coxas da Teresa, pecados que o abade se empenhava em desenvolver, procurando sempre saber mais, se não tinha apalpado mais nada, e a mais ninguém. Curiosamente, mais o rol de pecados aumentava, mais branda era a penitência.
Por exemplo, o fartote de doçarias, entre pães de ló, tortas, bolos de coco e por aí fora; A festa começava nos dias anteriores, onde em troca de lavar a louça ganhava o direito de rapar os tachos com os restos das massas dos bolos, tendo mesmo direito a um copo de vinho "fino".
Por exemplo, estrear calças novas, por vezes um casaco, quase sempre uns sapatos. Ainda me lembro de uma vez em que ia apanhando uma tareia, por no dia mesmo ter estragado a biqueira do pé direito, fruto de um penalti apontado à Eusébio, numa peladinha jogada no caminho, enquanto se esperava a chegada da comitiva pascal, valeu-me a solenidade da quadra para escapar ao castigo.
Por exemplo, no sábado ao cair da tarde ter ir pedir merda ao Anselmo. Sim, merda - mais precisamente bosta de vaca - necessária para, juntamente com borralha fazer a mistura que vedaria a porta do forno onde no domingo de manhã assaria o carneiro ou ovelha tradicionais da quadra.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Magalhães, um destino que se cumpre.

Os Magalhães podem estar a ser vendidos no mercado negro. Eis uma boa noticia. Pensava eu que o destino do Magalhães seria, na maior parte dos casos, terminar com as tripas à mostra, depois de embateram na parede da cozinha, mas enganei-me redondamente.
Primeiro, o Magalhães é um caso exemplar da visão socialista à moda das beiras. Comprado pelo estado, comparticipado por operadoras que não comparticipam, repago pelo estado, oferecido a torto e direito, logo revendido nas feiras e mercados (não gosto do termo mercado negro, a expressão denota racismo), poderá ser readquirido pelo estado, re-oferecido a outras escolas, re-comparticipado por canais de televisão, re-exportado para a a Venezuela; em suma cumpre-se o destino, outrora foi a circum-navegação, hoje é a circum-socializaçao, ou um produto que circum-navega à volta de tudo e todos.
Segundo, a odisseia do Magalhães poderá mesmo nestes tempos de crise, criar uns largos postos de trabalho; por exemplo o estado pode contratar e formar centenas, mesmo milhares - 150 000 mil? de comissários para percorreram as feiras e mercados do país, com o objectivo de recuperarem os Magalhães extraviados. Para animar a morosidade dos mercados e fortalecer a economia das famílias, desenvolver o espírito competitivo, aumentar a produtividade, porque não oferecer um incentivo de, sei lá, 150 euros por cada Magalhães recuperado?
Terceiro, a vocação pedagógica do Magalhães deu frutos quase imediatos. Quantos miúdos, quantos pais, não fizeram um curso acelerado de economia e gestão, ao terem que estudar a concorrência, comparar os preços e definir o preço de venda? Quantos não descobriram o que é a competitividade, pois mesmo vendendo a 100 euros, conseguem ter uma margem de 100%, dado o preço de custo ser zero? Quantos não aprenderam que no mercado de hoje, mais do que saber vender, o importante é saber comprar?

quinta-feira, 19 de março de 2009

19 de Março de 2008

Sei que sabes que estás sempre presente, apesar da distancia que nos separa - infinita - Quase todos os dias, num momento ou num outro, pelos mais diversos motivos, penso em ti. Por vezes, falo contigo, utilizando palavras sem som, mas que eu tenho a certeza que tu ouves. Por vezes, respondes-me mesmo antes de eu formular as perguntas. Partilho contigo os meus medos, as minhas angustias, as minhas alegrias, os meus projectos, sei que me compreendes, que posso contar contigo, sempre terás, como sempre tiveste, uma palavra de carinho, um gesto de ternura.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Alves Reis ou tolo de Cousso?

Os putos tem o Magalhães e acesso à net de borla. Os pais metade da prestação da casa. Os banqueiros uma data de milhões à disposição para eliminar as asneiras que fizeram.
Ou o José Sócrates está a seguir os passos do Alves Reis, produzindo notas de quinhentos a granel, ou está a a ficar como o tolinho de Cousso, oferece de beber a toda a gente, sem ter cheta no bolso.
Como diz o António Barreto, isso por aí está a ficar medonho.

Os pais do telemóvel

..."Um deles acabou por cair e fazer um pequeno golpe na cabeça, mas que estava a deitar muito sangue. O irmão dele telefonou aos pais do telemóvel a dizer que ele estava muito mal e, cinco ou dez minutos depois, chegaram várias carrinhas", contou....
A notícia ou pelo menos a redacção deste parágrafo também me soa a agressão do Português. E se Luís de Camões se erguesse do túmulo e invadisse a redacção do JN armado com um pau à procura do agressor?

domingo, 15 de março de 2009

Tanta hipocrisia.

Dois actos de loucura ceifaram 25 vidas, 10 nos E. U., 15 na Alemanha. Como é possível que se possa continuar a tolerar armas em casa? Quantos mais terão de morrer para proibir a possessão de armas fora das forças de segurança e forças militares?
A loucura é impossível de erradicar. A venda de armas a particulares seria fácil.
Mas que representam 20, 50 ou um milhar de vidas em relação aos milhões que se ganha com a produção e venda de armas?