quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Minaretes

Minaretes

Os Suiços proibiram a construção de minaretes em solo helvético e armaram uma grande bronca. Todos os países muçulmanos que até agora permitiam que os ocidentais construíssem igrejas e mosteiros, que autorizavam os mesmos ocidentais a beberem álcool e as respectivas mulheres a andarem com as tetas à espreita por cima dos decotes, já anunciaram que iam proibir isso tudo em solo muçulmano.

Por um punhado de Robalos

4 meses de escutas, 52 cassetes para no final termos nas redes um cesto de robalos.
As escutas que foram alvo os Srs Vara e Sócrates com certeza que versavam sobre como amanhar os ditos. E se o senhor presidente do supremo entendeu ordenar a destruição das conversas, foi com certeza porque não ouviu nada que o alarmasse. Pode-se presumir que as quantidades de alho e louro, vinho branco, pimenta e sal preconizadas por um, por outro ou mesmo pelos dois escutados, para preparar os serranídeos estavam conformes com as directivas do ministério da saúde e da ASAE.

Tudo isto daria para rir, não fosse o Sr. Juiz ter imposto uma caução de 25 000 € ao presenteado. Dai a pensar que os robalos não tenham sido pescados na ria de Aveiro, tão pouco nalguma sucata do presenteador, vai um passo. Talvez a Nelinha nos possa elucidar, já que o Sr. Pinto Monteiro de cozinha pouco percebe, e que a Maria de Lurdes Modesto, embora tendo conservado todas as faculdades gustativas e olfativas, já não tem o ouvido que tinha para escutar tanta cassete.

domingo, 1 de novembro de 2009

A virgindade das putas

Volta e meia, saltam para a ribalta nomes de personalidades publicas suspeitos de estarem envolvidos em crimes de corrupção, enriquecimento ilícito, trafico de influências e sabe-se lá o que mais. Quase sempre, um empresário malha com os costados na grelha por causa destas noticias, embora quase sempre também com razões de sobra para isso.

O Partido Socialista gasta em duas eleições para cima de dez milhões de euros, sendo que os seus sócios contribuíram com menos de um milhão. O restante, são donativos e contribuições de dezenas e centenas de milhares de euros de gente caridosa. Presumo que para os restantes partidos a situação seja idêntica.

Suspeito que se eu me atrever a pedir um euro a um desses benfeitores, o mais certo é ser detido pela policia; para essa gente, dar um euro que seja a mendigos é deitar dinheiro fora, e não se pode enriquecer a deitar dinheiro fora. Para ganhar dinheiro, qualquer empresario bem sucedido sabe, é necessário, mais do que trabalhar, saber investir. Investe-se cinco para ir buscar dez, vinte ou cem vezes mais.

Acho curioso que a gente que ocupa lugares de destaque - presidentes, ministros, e afins - acredite que ganha eleições com ajudas desinteressadas.

Mas também há quem pretenda que se pode ser puta e virgem, é uma questão de apreciação, tudo depende porque é que se f...

Expressões

Calma, que a procissão ainda vai no adro.

Dois a zero. Paciência, que o Braga também tem que vir a Lisboa e de seis não se safa, que (este) Jesus não oferece a outra face.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fim do primeiro acto

A campanha n° 1 chega ao fim, mais uma vez com muito folclore e pouco ou nada mais. A parte uns episódios de espionagem, coisa que a dupla Patinhas&Ventoinha teria resolvido num quarto de hora, vimos o aparecimento de mais um verbo - esmiuçar - provavelmente irão esmiuçar os bolsos do pessoal durante os próximos anos, e ainda o aparecimento de uma nova disciplina desportiva - a arruada com muita gente, antes deveria haver arruadas com pouca ou mesmo sem nenhuma.

Também se falou muito de asfixia, parece que muitos portugueses estarão com falta de ar, entre outras coisas.

Enfim, domingo que ganhe o menos mau, bom é capaz de não haver nenhum.

domingo, 13 de setembro de 2009

Tomates



Há quem não os tenha...e quem tenha para dar e vender.

sábado, 12 de setembro de 2009

Esculturas naturais



Nas serras de Castro Laboreiro

A fêmea do macho



Bacalha, petisco único, pescada no rio mouro?

Exposição de retratos

Visitei Portugal na melhor altura, embora sem o saber, pois decorre neste momento uma exposição nacional de retratos. Em cada aldeia, vila e cidade do pais, são centenas de obras fotográficas, expostas nas rotundas, avenidas, praças e mesmo no meio dos campos. Encontra-se de tudo, de mocinhos imberbes à terceira idade, de gorduchos e bem tratados a magricelas elegantes. Alguns retratos só estão expostos num local, outros repetem-se pelo pais fora. Curioso, não se encontra o nome dos fotógrafos, será que o concurso é para adivinhar quem é o autor?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Votar sim, mas no pipi mais pequeno

Com a aproximação da campanha eleitoral, as conversas deixam de se centrar exclusivamente no futebol, dando lugar em boa parte ao circo político. Em recente conversa com o Vírgulas de Rubiães , como não poderia deixar de ser, falou-se de política, deveres e direitos do cidadão eleitor. Ao direito de comer sardinhadas e emborcar umas tigelas de Alvarinho de Friestas, de ouvir o Quim Barreiros e a Ágata à borla, das excursões em camioneta para os grandes palcos do circo político, está implicado o dever de votar. Diz o Vírgulas, e bem, um só dever para muitos direitos, não nos podemos queixar. Põe-se apenas o problema de votar em quem. Todos os políticos perseguem um único objectivo - dizia-me o meu amigo - apanharem o voto do cidadão, que se traduz em poder e regalias para quatro anos - por uma vez estou bastante de acordo com ele.
Dizia-me ainda, os programas eleitorais são complicados de decifrar, 80% são mentiras pegadas, os restantes 20% contém termos técnicos complicadíssimos - basta ver os debates na TV, onde são debitados e debatidos crescimento económico, PIB, divida publica, sustentabilidade do SNS, um gajo vê-se lixado para perceber qualquer coisa.
O dilema do Vírgulas, não é de votar, mas votar em quem. O Vírgulas, eu, muitos eus e Vírgulas estamos de acordo que a maior parte dos políticos está-se borrifando para os interesses do cidadão. A escolha do candidato que nos representará é deveras difícil. Sobretudo que os caciques dos partidos espetam Lisboetas em Bragança, Alentejanos no Minho, Minhotos em Faro e por aí além.
Mas o Vírgulas encontrou uma solução. Votar no candidato que tem o pipi mais pequerrucho. Já que no fim acabamos sempre por ser fod..., ao menos que seja por alguém que o tenha pequerrucho, a enterradela doerá menos.
Imaginem como a campanha seria divertida, para não dizer picante, um debate na RTP com os principais candidatos, animado pelo José Alberto Carvalho - a tirar medidas - e pela Judite de Sousa a aquecer o termómetro. A verdade viria ao de cima, crua e nua e poderíamos votar com a consciência tranquila, com a certeza de escolhemos o melhor candidato, a integridade, imparcialidade e profissionalismo do José António Carvalho está acima de qualquer suspeita, os candidatos não poderiam por em causa um milímetro que fosse do tamanho anunciado.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Fotos de sexo



Publicadas sem a devida autorização dos autores

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Saindo da recessão

Hoje foi um dia em que ganhei muito dinheiro, como diz o José Sócrates pode ser o principio do fim da crise . Precisando de refazer o guarda roupa - camisas, gravatas, meia dúzia de pares de miotes e três ou quatro pares de ceroulas, fui deambular pelo centro da cidade. Após meia hora de «window-shopping», passei em frente ao Palace, por volta das onze. Como as compras durariam entre hora e hora e meia, quando acabasse estaria na hora de almoçar. Dei uma olhadela ao cardápio, menu «businness» a 60 €, uma taça de champagne em aperitivo a 15€, café e cognac, a factura rondaria os 100 €. Entrei para reservar uma mesa, viria por volta das 12h30 - 12h45.

Continuando a caminhada, decidi-me a entrar numa das luxuosas lojas da rua comercial mais chique cá do burgo. Logo abordado por uma vendedora, expliquei o que necessitava. Experimentei uma camisa Pierre Cardin, que me assentou como uma luva - a 150 € também não seria de esperar outra coisa. Ficou assente que o número e modelo me convinham, bastava escolher as cores. Uma azul, uma às riscas, outra em tons esverdeados, outra aos quadrados, com as respectivas gravatas e miotes a condizer. As ceroulas, Gucci, 80 €, em três coloridos diferentes, foram de escolha rápida. A vendedora ainda me chamou a atenção para um fato em promoção, uma autêntica pechincha. Feitas as contas, 4 camisas a 150€, 3 gravatas a 60 €, 4 pares de miotes a 20 €, mais o fato a 750 €, assim por alto, 1800 €. Pedi que me pusessem tudo de lado, ia almoçar ao Palace e no regresso decidiria se levava o fato ou não.

Dirigindo-me em direcção ao Palace, disse-me a mim mesmo - porque não ganhar umas centenas de euros sem fazer nada? Sobretudo que nestes tempos de crise nada é demais. Passei em frente ao Palace, mas não entrei. Em vez disso, fui comer à tasca do Donald, um pouco mais adiante, um prego americano e uma tijela de Alvarinho de Friestas pour 5 €, o equivalente à gorjeta que teria de deixar no Palace. Feitas as contas, comi de borla e ganhei 100 €. Também não voltei à loja. Uma vez que em breve penso ir Portugal, passo na feira de Cerveira e pour 250 ou 300 € compro o fato, as camisas, as gravatas os miotes e as ceroulas, e a coisa bem trabalhada, ainda me oferecem dois panos de cozinha e um mata moscas. 1800 € menos 300€, 1500 € ganhos, limpos de impostos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A praia, o parque e o ifi

Este ano o senhor Gregório passa a maior do tempo na tenda do parque de campismo, vai de manhãzinha à praia molhar os pés, logo depois de regressar do mercado, depois não abandona mais o parque. Nos anos anteriores, passava a tarde na praia, debaixo do chapéu, ora apanhando frio e cacimba - é raro na Praia de St. Cruz estar bom tempo - ora apanhando com a areia nas ventas. O esforço e sacrifício eram magramente compensados, com o aguçar do olho sobre as nádegas e tetas das morenaças que passavam. De ano para ano - já lá vão trinta anos que o Gregório passa um mês de ferias no mesmo parque de campismo - ia mantendo em dia uma contabilidade sui generis - os centímetros de tecido cobrindo as partes diminuíam a olho nu. Da cueca cobrindo todo o rabo e boa parte das coxas de há trinta anos atrás até ao fio enfiado no cu e os dois centímetros quadrados de tecido na parte da frente de hoje, que evolução!
Mas este ano, o Gregório mandou a contabilidade às ortigas, já não precisa de apanhar com o frio e areia nas ventas para aguçar o apetite e isso graças ao plano tecnológico do Engenheiro (mesmo que não o seja, como pretendem alguns invejosos). Uma tarde, o Gregório apanhou o neto na tenda embicado com o Magalhães, exercitando a mão direita, aquecido pelo que via no écran. Após negociações - chantagem, diria o neto, este consentiu em alugar o Magalhães ao avo durante as tardes e a mostrar-lhe como aceder ao ifi do parque a troco de uns cêntimos para uma imperial e umas caracoletas no bar da praia.
Recostado no cadeirão, no interior do avançado, retirado de olhares indiscretos, o Gregorio passou a surfar, não nas agitadas vagas do Atlântico, mas nas quentes vagas do portnotube.
A D. Deolinda, essa passou o mês a tranquilizar amigos e conhecidos - não, O Gregório não está doente, vem todos os dias de manhãzinha à praia, mas à tarde aproveitando a bondade do neto, que lhe empresta o Magalhães, dedica-se à aprendizagem da polgamação. E faz-lhe muito bem exercitar o cérebro, dizia a D. Deolinda, parece que está mais novo 20 anos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Historias de emigração

Com a chegada do mês de Agosto, chega a grande vaga dos emigrantes a Portugal, animando as desertificadas aldeias e vilas do interior. Emigrantes desejados e queridos pelo carcanhol que deixam nas suas terras, detestados por pavonearem o seu sucesso, ou fruto dos seus sacrifícios com carros de alta cilindrada, manias de superioridade e sobretudo por resmungarem em francês em tudo quanto é sitio.
Cada emigrante tem a sua historia e as suas recordações, e como tal eu também tenho a minha. Emigrei muito novo, com 13 anos rumei do meu Minho natal para o Norte do Norte de África, seguindo as pisadas de muitos familiares e conterrâneos.
Da minha primeira viagem, de comboio, acompanhado pelos meus avós, recordações inesquecíveis; a saída às 5h30 de Monção, vantagem de embarcar na primeira estação, um lugar sentado assegurado, pelo menos até ao Porto. Primeiro passatempo, contar as estações e apeadeiros até Viana do Castelo. De Viana até ao Porto, invadido pelo cansaço e sonolência, fruto de uma noite em branco devido à excitação da viagem, ia dormitando por intermitência, acordando com o barulho dos travões e solavancos da carruagem à chegada de cada estação. Pelas 10h, mudança de comboio em Campanhã, deixando a linha do Minho e embarcando na linha do Norte.

A chegada a Alfarelos, marcou a segunda etapa da viagem. Hora e meia de espera pelo comboio da Linha do Oeste, que ligava a Figueira a Lisboa, com paragem no destino final, Torres Vedras, pelas 8h30 da tarde. Em Alfarelos, altura de atacar o farnel, pasteis de bacalhau e coelho guisado, tudo regado com dois copos de Alvarinho de Friestas, morninho quanto baste. Um dos momentos altos em Alfarelos, foi a ida à retrete; a 20 metros da porta, o fedor intenso dissuadia o mais corajoso a aventurar-se mais longe, mas a aflição obrigou-me a fazer das tripas coração e entrar. Merda por todo o lado, moscas a zumbir, os pasteis de bacalhau e a perna de coelho às voltas no estômago.
Ainda só estava a meio da viagem, e que saudades já tinha da minha aldeia, onde uma pessoa se podia aliviar debaixo das latadas ou atrás de um carvalho, respirando o ar puro e perfumado do Verde Minho.

De Alfarelos até Torres Vedras, começou a aprendizagem do novo mundo, da nova língua. Expressões e nomes nunca ouvidos, a descoberta da letra V - em vez do bamos, do biba o vamos, o viva. Alguém ao lado dizia que lhe apetecia uma bica, ao que o colega retorquía que com o calor que estava sabia melhor uma imperial, estava eu longe de adivinhar que se tratava de um simples café ou de um fino. Uma das coisas que me chamou a atenção, foi a diferença dos bigodes das senhoras. A partir do Porto as senhoras que iam entrando tinham bigodes mais pequenos e claros, contrastando com os das senhoras da minha terra, mais pretos e compridos. Como característica comum, de Monção até Torres Vedras, o cheiro a suor e mijo. Esse, mais ou menos intenso, encontrou-se presente todo ao longo da viagem, atravessando as linhas do Minho, do Norte e do Oeste, verdadeiro elo de ligação entre povos e culturas - descendentes de Celtas como eu e dos Moçarabes de além Mondego.

domingo, 2 de agosto de 2009

Um Mil Mi-26

O maior e mais potente helicóptero do mundo, estacionado em Lausanne

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Curiosidades



Numa recente incursão na Eslovénia....

Allez Benficá (ai Jesus)

Após prolongada convalescença, e enquanto conseguir escapar às pandemias anunciadas, eis-me de volta à blogosfera (como isto soa chique).
Talvez deva explicar que a ausência, e porque mencionei convalescença, se deveu a profunda depressão. Não, não teve nada a ver com a crise financeira, subprimes, activos tóxicos ou recessão. A vantagem dos pelintras como eu - até ao dia 10 botamos figura, depois temos 20 dias para recuperar das toxinas - é que conseguimos sempre passar imunes a essas oscilações brutais de fortuna, situações terríveis como a dos Belmiros, Américos e Berardos, que diariamente se deitam com um activo de mil e muitos milhões, a meio da noite já só tem 600 ou 700 milhões, à hora do café lá conseguem recuperar mais uns cobres, para os voltar a perder no fim da tarde. Se eu estivesse numa situação dessas, balouçando sem parar entre riquíssimo e muito rico, penso que nunca mais recuperaria, para escrever duas linhas teria que as encomendar a algum assessor de comunicação.
Não, a depressão deveu-se ao meu caro Benfica. Relegado para um reles 3° lugar, mais uma vez humilhado por clubecos de bairro, ainda por cima mandou embora o Quique, gajo porreiro, bonito de se ver na TV, sobretudo agora que começava a arranhar o português, a coisa prometia para a nova época.
Enfim, nova época, nova vida, guardemos a fé, este ano vamos ganhar, sobretudo que com uma equipa completa que não fala português, os jogadores em campo vão-se deixar de conversa fiada para fazer o deve ser feito - calar de vez o Pinto da Costa e cortar o pio ao Paulo Bento.
Allez Benficá.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Dia de ir à merda

Da quadra pascal guardo muitos "souvenirs", por exemplo, a cóboiada do confesso, onde no acto mesmo se pecava, ao inventar pecados que o padre gostava de ouvir - por exemplo confessar como pecado consumido o fantasma de apalpar as mamas da Gloria ou as coxas da Teresa, pecados que o abade se empenhava em desenvolver, procurando sempre saber mais, se não tinha apalpado mais nada, e a mais ninguém. Curiosamente, mais o rol de pecados aumentava, mais branda era a penitência.
Por exemplo, o fartote de doçarias, entre pães de ló, tortas, bolos de coco e por aí fora; A festa começava nos dias anteriores, onde em troca de lavar a louça ganhava o direito de rapar os tachos com os restos das massas dos bolos, tendo mesmo direito a um copo de vinho "fino".
Por exemplo, estrear calças novas, por vezes um casaco, quase sempre uns sapatos. Ainda me lembro de uma vez em que ia apanhando uma tareia, por no dia mesmo ter estragado a biqueira do pé direito, fruto de um penalti apontado à Eusébio, numa peladinha jogada no caminho, enquanto se esperava a chegada da comitiva pascal, valeu-me a solenidade da quadra para escapar ao castigo.
Por exemplo, no sábado ao cair da tarde ter ir pedir merda ao Anselmo. Sim, merda - mais precisamente bosta de vaca - necessária para, juntamente com borralha fazer a mistura que vedaria a porta do forno onde no domingo de manhã assaria o carneiro ou ovelha tradicionais da quadra.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Magalhães, um destino que se cumpre.

Os Magalhães podem estar a ser vendidos no mercado negro. Eis uma boa noticia. Pensava eu que o destino do Magalhães seria, na maior parte dos casos, terminar com as tripas à mostra, depois de embateram na parede da cozinha, mas enganei-me redondamente.
Primeiro, o Magalhães é um caso exemplar da visão socialista à moda das beiras. Comprado pelo estado, comparticipado por operadoras que não comparticipam, repago pelo estado, oferecido a torto e direito, logo revendido nas feiras e mercados (não gosto do termo mercado negro, a expressão denota racismo), poderá ser readquirido pelo estado, re-oferecido a outras escolas, re-comparticipado por canais de televisão, re-exportado para a a Venezuela; em suma cumpre-se o destino, outrora foi a circum-navegação, hoje é a circum-socializaçao, ou um produto que circum-navega à volta de tudo e todos.
Segundo, a odisseia do Magalhães poderá mesmo nestes tempos de crise, criar uns largos postos de trabalho; por exemplo o estado pode contratar e formar centenas, mesmo milhares - 150 000 mil? de comissários para percorreram as feiras e mercados do país, com o objectivo de recuperarem os Magalhães extraviados. Para animar a morosidade dos mercados e fortalecer a economia das famílias, desenvolver o espírito competitivo, aumentar a produtividade, porque não oferecer um incentivo de, sei lá, 150 euros por cada Magalhães recuperado?
Terceiro, a vocação pedagógica do Magalhães deu frutos quase imediatos. Quantos miúdos, quantos pais, não fizeram um curso acelerado de economia e gestão, ao terem que estudar a concorrência, comparar os preços e definir o preço de venda? Quantos não descobriram o que é a competitividade, pois mesmo vendendo a 100 euros, conseguem ter uma margem de 100%, dado o preço de custo ser zero? Quantos não aprenderam que no mercado de hoje, mais do que saber vender, o importante é saber comprar?

quinta-feira, 19 de março de 2009

19 de Março de 2008

Sei que sabes que estás sempre presente, apesar da distancia que nos separa - infinita - Quase todos os dias, num momento ou num outro, pelos mais diversos motivos, penso em ti. Por vezes, falo contigo, utilizando palavras sem som, mas que eu tenho a certeza que tu ouves. Por vezes, respondes-me mesmo antes de eu formular as perguntas. Partilho contigo os meus medos, as minhas angustias, as minhas alegrias, os meus projectos, sei que me compreendes, que posso contar contigo, sempre terás, como sempre tiveste, uma palavra de carinho, um gesto de ternura.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Alves Reis ou tolo de Cousso?

Os putos tem o Magalhães e acesso à net de borla. Os pais metade da prestação da casa. Os banqueiros uma data de milhões à disposição para eliminar as asneiras que fizeram.
Ou o José Sócrates está a seguir os passos do Alves Reis, produzindo notas de quinhentos a granel, ou está a a ficar como o tolinho de Cousso, oferece de beber a toda a gente, sem ter cheta no bolso.
Como diz o António Barreto, isso por aí está a ficar medonho.

Os pais do telemóvel

..."Um deles acabou por cair e fazer um pequeno golpe na cabeça, mas que estava a deitar muito sangue. O irmão dele telefonou aos pais do telemóvel a dizer que ele estava muito mal e, cinco ou dez minutos depois, chegaram várias carrinhas", contou....
A notícia ou pelo menos a redacção deste parágrafo também me soa a agressão do Português. E se Luís de Camões se erguesse do túmulo e invadisse a redacção do JN armado com um pau à procura do agressor?

domingo, 15 de março de 2009

Tanta hipocrisia.

Dois actos de loucura ceifaram 25 vidas, 10 nos E. U., 15 na Alemanha. Como é possível que se possa continuar a tolerar armas em casa? Quantos mais terão de morrer para proibir a possessão de armas fora das forças de segurança e forças militares?
A loucura é impossível de erradicar. A venda de armas a particulares seria fácil.
Mas que representam 20, 50 ou um milhar de vidas em relação aos milhões que se ganha com a produção e venda de armas?

Dá que pensar

Li, com bastante atenção, como de costume, mais um texto do António Barreto. Homem de cultura, sente-se obrigado a escrever coisas "medonhas".
Dá que pensar.


Nas Câmaras, a cumplicidade entre partidos, autarcas e interesses pessoais é medonha.

Medonho :
que causa medo;
pavoroso;
horrendo;
funesto;



Março 1989 - Era uma vez a WEB

Há vinte anos, em Março de 1989, Tim Berners-Lee entregava ao seu superior um documento intitulado "Gestão de informação : uma proposta". Estava inventada a WEB, a maior invenção depois de Johannes Gutenberg ter inventado a impressão tipográfica por volta de 1450. A WEB mudou a nossa vida, os exemplos são aos milhares. Escolho apenas um : quem não aprecia consultar uma revista, ou ver excerto de um filme, comodamente instalado em frente do seu ecrã, longe de olhares indiscretos e sem ter de corar sob o sorriso trocista do dono do quiosque, ou do olhar reprovador da senhora que chegou quando nos já tínhamos o objecto do delito nas mãos?
Agora, já imaginaram se o pedido tivesse feito ao João Pedroso
? Teriamos 300 000 euros de fotocopias a apodrecer em caixotes nos subterraneos do CERN, e teriamos que continuar a comprar as revistas do Vilhena no quiosque.

domingo, 8 de março de 2009

Entre erros, carvalhos e esmolas

Metade do Pais está em alvoroço, devido à descoberta de um ninho de erros de português nas entranhas do Magalhães. A ministra da educação arrisca-se a perder o lugar devido a uns míseros 80 erros de português, coisa que 100 mil professores tentam conseguir de há dois anos a esta parte sem sucesso.

Um deputado do PSD mandou para o caralho um colega do PS; embora timido, é um começo. Daqui a uns tempos poderemos ter murros e pontapés na Assembleia, como acontece em Italia, França e outros países evoluídos.

O Presidente da República continua a tradição portuguesa de pedinchagem. Na sua recente excursão à Alemanha, pedinchou aos Alemães para encontrar uma solução para Quimonda, à Autoeuropa para não nos abandonar e aos emigrantes para mandarem carcanhol para a Pátria. Vindo da parte de tão ilustre pedinte o apelo mexeu com a minha sensibilidade, vou enviar 5 coroas para S. Bento.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Hibernatus

Como as cobras, lagartos, cágados e rãs, também eu hibernei um mês. A crise, o frio e a neve estavam a diminuir seriamente as minhas capacidades de realizar as funções básicas. Tal como a bicharada de sangue frio, enterrei-me para deixar passar o pior, voltando agora, com os dias mais quentes e a crise mais arrefecida.
Que se passou num mês? Pouca coisa, ao que parece. O Sporting ganhou ao Benfica, mas levou uma cabazada do Bayern. O congresso do PS não teve conteúdo nenhum, segundo o Professor Marcelo. O Manuel Alegre fez como eu - também hibernou e não apareceu em Espinho. Nem o derby Freeport/Socrates v SLN/BPN Dias Loureiro consegue dar um coice na morosidade instalada, até Cavaco Silva foge do pais, procurando reconforto em terras alemãs, prevendo crises sem fim enquanto emborca Bratwurst’s und bier (grosse).
Finalmente apenas perdi o episódio do Carnaval de Torres, felizmente acordei a tempo para seguir a estalada que levou a Carolina Salgado.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Já fede

Em ano de eleições, existem sempre casos que agitam a sociedade portuguesa e os seus mais altos representantes. Primeiro foi Cavaco Silva que se viu obrigado a desmentir ter qualquer implicação com o caso BPN. Depois, surgiram de repente as conclusões do tribunal de contas a "chumbar" as contas da C.M.L sob o mandato de Pedro Santana Lopes. Agora, é o Caso Freeport que aparece na ribalta, tentando implicar o José Sócrates em negócios menos lícitos, ou mesmo totalmente ilicitos, em que este nega qualquer envolvimento, outra coisa não seria de esperar. O que virá a seguir? Um candidato(a) a presidente de câmara bissexual? Uma ministra homosexual? Um secretario de estado que toma viagra? O Jerónimo de Sousa vai à missa às escondidas? O Paulo Portas afinal não gosta dos feirantes?
Entre mentidos e desmentidos, a novela segue dentro de momentos.

Recorde à vista

Espero com impaciência a final do Open da Austrália. Após um percurso onde demonstrou estar de regresso ao topo, Roger Federer está a uma partida de igualar o recorde de Pete Sampras e dos seus 14 titulos em Grand Slam. Falta saber se uma vez mais Nadal (ou Verdasco?), em todo o caso um Espanhol, vai estragar a festa do unanimemente considerado o melhor tenista de sempre.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Fica para a próxima

Os saldos estão quase a acabar e eu ainda não comprei nada, nem mesmo um par de truces. No inicio, era um mar de gente à volta das bancas atafulhadas de artigos de marca a preços irresistíveis, não tive pachorra para esperar pela vaga. Agora no fim, só sobram trapos, mexidos e remexidos, até no lixo se encontram coisas em melhores estado, ainda para mais com 100% de desconto.
Paciência, fica para a próxima.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Simplesmente excelente.

É verdade que quando lemos textos de tal qualidade, até temos vergonha de escrever o que quer que seja. Também é verdade que o autor há muito tempo que cultiva e partilha ideias e conhecimento. A consultar frequentemente, Jacarandá.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aconteceu hoje

Aurelie, vaca de raça simmental pariu o touro Nicolas - concebido a partir de inseminação artificial e com sémen geneticamente modificado. É o primeiro de uma nova raça - touros sem cornos e duplo órgão reprodutor. O recém-nascido será utilizado para reprodução intensiva podendo fornicar 15 vezes a dia - utilizando ora um, ora outro dos seus órgãos reprodutores.
E ainda,
George W. Bush saiu da casa branca, indo dizer disparates para outro lado, Barack Obama entrou para a mesma. Parece que dois milhões de tolos estiveram a acotovelar-se, sofrer pisadelas e apanhar frio para ouvir um tipo a recitar um discurso escrito por outro tipo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Reabilitação das carroças

Como o mundo anda tolo, poderão as coisas mais estranhas e improváveis acontecer, como a avó Manuela ganhar as próximas eleições. Se tal acontecer, poderemos de novo saborear uma viagem de carroça. Que piada tem uma pessoa embarcar num CAV às sete horas em Valença e duas horas e meia depois estar em Lisboa? Num percurso tão rápido, muitas conversas ficariam a meio, seria sempre difícil uma pessoa inventar uma boa mentira para impressionar o vizinho de assento. Não haveria tempo para apreciar a paisagem envolvente, ao passar em Gaia a tal velocidade, nem se conseguiria distinguir a cor das ceroulas penduradas nas marquises dos prédios.
Viva a carroça. Mas dirão alguns, carroças ainda se podem arranjar, mas cavalgaduras para as traccionar? Não se atrapalhem, há muito que foi criado um viveiro delas para os lados de S. Bento.

domingo, 4 de janeiro de 2009

2009, ano gordo

Se existe um País que vai escapar à crise em 2009, será com certeza Portugal. O ano anuncia-se gordo, com três eleições na agenda.
Em 2009 teremos Magalhães às toneladas, cursos profissionais em profusão - tapetes de Arraiolos em Melgaço e pesca da lampreia no Guadiana.
Não faltarão comícios com o Quim Barreiros, Ágata e Emanuel, sardinhadas, febras e vinho a martelo.
Já esta tudo decidido. Aqueles que pagam as campanhas já decidiram quem vai ganhar, onde e como. Os portugueses há muito que abdicaram de lutar por uma vida melhor, delegando essa responsabilidade à Santa Trindade – governo, oposição e presidência.
Santana Lopes vai ganhar a câmara de Lisboa, Sócrates vai repetir a vitoria de 2005 e para as Europeias teremos meia dúzia de funcionários de gravata, camisa às riscas e currículo giro, a pseudo representarem-nos.
O Silva de Boliqueime, estará atento, no seu o papel de garante do bom funcionamento das instituições, como se isso representasse alguma coisa. Entretanto, garante a reeleição para um segundo mandato.
Continuaremos a exportar emigrantes como a Alemanha exporta automóveis, a Suíça chocolates e a Espanha tangerinas.
Continuaremos a ser um país de gente pequenina e vaidosa, como acontece à décadas ou séculos.
Se eu não tiver razão, e gostaria muito de não ter, que mo provem , não com teorias, mas com factos e argumentos.

Excedentes

Segundo uma noticia lida hoje, a confederação helvética prevê fechar as contas 2008 com um excedente de 4,6 mil milhões de francos. Que o presidente em exercício não quer redistribuir à população, conforme pede o um partido da extrema direita. Que burros, estes suíços, nem são capazes de gastar aquilo que lhes vai parar às mãos. Em Portugal, em Junho já se gasta o que se poderá receber em Dezembro, pelo menos arruma-se com o problema de gerir excedentes.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O Open da Australia já aquece

Andy Murray já mostrou que podem e devem contar com ele. O aviso foi feito com mestria, que o digam Federer e Nadal, primeiras vitimas em Doha. O suspense está lançado para o primeiro grande "rendez-vous" do ano.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Viveremos 20 vezes melhor do que há 40 anos, ou fedemos 20 vezes menos?

Em 1969, existiam 4 produtos de higiene em minha casa : sabão amarelo, sabão tipo Marselha, lixívia, e o sabonete Lux, reservado para o banho semanal. Com estes quatro produtos, lava-se tudo quanto tinha de ser lavado. O chão da sala, a roupa, os pratos e tachos, a merda das unhas e o sarro do pescoço.
40 anos depois, tenho uma dezena de produtos de limpeza diferentes na cozinha, outros tantos para a limpeza da casa de banho, seis ou sete para a roupa. No que respeita à higiene pessoal, entre os shampôs sport , anti-caspa, anti-queda, shampô hidratante, shampô de verão contra os efeitos do sol e sal, os sabonetes perfumados, líquidos, e hidratantes, a espuma de banho, sais de banho e gel hidratante, são para cima de cinquenta. Ao todo, são pelo menos 80 produtos. Comparando com os quatro de há quarenta anos, são vinte vezes mais. Utilizando esta tabela comparativa, vivemos vinte vezes melhor do que há quarenta anos. Ou, vistas as coisas por outro prisma, fedemos vinte vezes menos. Que importa, no ano de crise em que entramos, temos margem; poderemos perder alguma qualidade de vida, em vez de quarenta ou cinquenta tubos, frascos e bisnagas, teremos quinze ou vinte. Ou passaremos a feder mais, mas ainda assim muito menos do que fedíamos à quarenta anos. Há que guardar um espírito positivo e enfrentar a crise com coragem e optimismo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Hello, 2009

Apesar do sol incidir radioso sobre o manto branco com que 2008 se despediu, o ano de 2009 começa em crise, e das grandes. Dores de cabeça, náuseas, pulsação acelerada, a crise é geral, da figadeira à vesícula. As letras dançam no teclado, um manto de nevoeiro envolve-me o cérebro. Prometo-me que se me safar desta, acabam-se as comemorações e exageros. Em 2009, prometido, água, muita água... e de longe em longe, nas ocasiões especiais, mesmo especiais, uma tigela de Alvarinho de Friestas.